Silvana Leão
De Londrina
O diretor da Escola Estadual Adélia Dionísia Barbosa (no Conjunto Parigot de Souza, zona norte de Londrina), Edno Mariano dos Santos, afirmou ontem que nenhum aluno foi obrigado a pagar a taxa de contribuição à Associação de Pais e Mestres (APM), como denunciaram alguns pais na última segunda-feira, em reunião com a chefe do Núcleo Regional de Educação (NRE), Maria Genoveva Belucci. De acordo com Santos, toda polêmica criada até agora só aconteceu por causa da falta de vagas na escola.
O diretor nega também que teria pedido para Darlene da Silva Jablonski, uma das mães que disseram ter sido coagidas a pagar, assinar um documento retirando a denúncia. ‘‘Eu a chamei na escola para perguntar por que ela estava se sentindo prejudicada’’, disse. O diretor lembrou que a taxa de R$ 13,00 é destinada à APM e não à direção da escola, e que o valor foi definido em assembléia geral com a participação dos pais.
‘‘A minha função é assegurar a matrícula do aluno, e isto foi feito, na medida em que havia disponibilidade de vagas.’’ Edno dos Santos disse ainda que vai tomar as providências jurídicas cabíveis em relação às pessoas que o estão denunciando. ‘‘Tenho as provas documentais de que não cometi nenhuma irregularidade. Estas provas estão à disposição dos promotores e Núcleo de Educação.’’
O diretor-geral da Secretaria de Estado da Educação, Mário Lopes Filho, disse saber que algumas escolas estão vinculando o pagamento de taxas para a APM à matrícula. ‘‘Isto é ilegal e imoral. Refutamos este tipo de comportamento.’’ De acordo com ele, a política adotada pela Secretaria tem sido a de entrar em contato com os núcleos regionais para que orientem a direção da escola no sentido de suspender a cobrança. ‘‘No caso de reincidência comprovada, instauramos um processo administrativo.’’
Ele ressaltou que a Secretaria não condena a parceria entre pais e APMs. ‘‘Mas esta parceria deve ser pacífica e saudável. Em casos de cobrança de contribuições, isto deve ser feito em outra época, e não durante a fase de matrícula’’, disse Lopes Filho. ‘‘Quem tem que subsidiar todas as despesas da escola é o Estado.’’

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