Curitiba - O diretor-geral do Instituto Médico Legal (IML), Wagner Nascimento, participou ontem de uma reunião com o secretário estadual de Segurança Pública, José Tavares, para discutir a situação do IML de Londrina. No encontro ficou decidido que hoje pela manhã Nascimento faz uma vistoria no IML de Londrina e conversa com a equipe para buscar alternativas de melhorar as condições de trabalho.
A situação no IML é extremamente crítica, conforme relatou o chefe do instituto local, Rogério Eisele. Os quatro médicos de carreira do Instituto pediram aposentadoria; os outros quatro cumprem contratos temporários e avisaram que não pretendem ficar no trabalho. No necrotério, as oito geladeiras estão desligadas; o equipamento de raio-X – que custa R$ 100 mil e corre risco de se estragar – está há oito meses num galpão em Curitiba porque o IML não tem uma sala com isolamento apropriado.
A mesma coisa acontece com os oito computadores que o Instituto recebeu do governo do Estado, em março. Três já foram devolvidos e os outros ainda estão dentro das caixas. O cromatógrafo, aparelho usado para examinar substâncias tóxicas, está encostado num canto do laboratório e deve ser devolvido para o IML de Curitiba.
Além de checar as condições do IML, Nascimento também terá a missão de retomar os contatos para buscar uma nova sede para o instituto. Segundo a assessoria de imprensa da Secretaria de Segurança, através das imobiliárias não foi possível conseguir um imóvel para instalar a nova sede. Via prefeitura a secretaria também não conseguiu nenhum prédio. E há cerca de 40 dias a secretaria busca uma parceria com a Universidade Estadual de Londrina (UEL), mas até agora não obteve resposta.
Por enquanto, a alternativa mais viável encontrada pela secretaria é a mudança da sede administrativa para o Centro de Saúde, cujo prédio é do Estado, mas vem sendo ocupado pela prefeitura. Nascimento também deve visitar o local hoje, para avaliar a possibilidade de transferência.
Quanto ao pedido de demissão de Eisele, a assessoria de imprensa informou que o secretário de Segurança deve aceitá-lo. O pedido de demissão foi encaminhado oficialmente ontem ao diretor-geral do IML. ‘‘Foi uma decisão pessoal e não uma forma de fazer pressão, como chegaram a veicular em algumas rádios. Eu pesei os prós e contras e vi que não adianta ficar me desgastando. Vou cuidar de meus interesses agora’’, justificou Eisele. (Colaborou Telma Elorza, de Londrina)

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