Diretor exonerado continua no IML
Emerson Cervi
De Curitiba
O delegado Leonyl Ribeiro, 60 anos, começou ontem a intervenção no Instituto Médico Legal (IML). Ele substitui o médico-legista Francisco Moraes e Silva, que foi exonerado na quinta-feira por denúncias de irregularidades administrativas, fraude em laudos de necrópsia e atestados de óbito. A princípio as mudanças ficarão restritas à substituição do diretor.
O interventor informou ontem que pretende manter os funcionários que ocupam cargo de confiança no órgão, inclusive os indicados pelo ex-diretor, serão mantidos. Só haverá mudanças se for comprovado o envolvimento desses funcionários em irregularidades, antes disso não convém substituir ninguém, disse Ribeiro.
Na denúncia formalizada pela Promotoria de Defesa do Patrimônio Público é citado envolvimento de chefes da divisão técnica do IML na emissão de pareceres particulares que contrariam laudos feitos por médicos-legistas do instituto. Essa é uma das quastro denúncias que motivaram a substituição de Francisco Moraes.
Na manhã de ontem o interventor conversou com funcionários e com o ex-diretor do IML. O doutor Francisco veio pegar as coisas pessoais dele, me informou sobre a estrutura funcional do órgão e falou onde estão tramitando as denúncias formuladas contra ele, disse Ribeiro. Ele disse que vai se defender de todas as acusações. Os três inquéritos policiais e a denúncia do Ministério Público não serão centralizados por Ribeiro. Os delegados que presidem os inquéritos são competentes e eu pretendo apenas auxiliá-los nos trabalhos, explicou.
Como é funcionário concursado, Francisco Moraes vai continuar trabalhando no IML. Ele só deixou de ser diretor, continua como médico-legista do órgão, só falta definir em que setor irá atuar a partir de agora. Na próxima semana o interventor se reúne com o delegado geral da Polícia Civil, João Ricardo Kepps Noronha, para fazer um relatório preliminar das informações obtidas no IML. Ele não descartou a possibilidade de iniciar novas investigações se encontrar fatos que justifiquem a abertura de inquérito.
Não há previsão para o fim da intervenção na direção do IML. O interventor garante que seu trabalho terá o prazo necessário para que todos os fatos sejam apurados e os responsáveis recebam punições administrativas ou disciplinares.
Essa é a segunda intervenção no IML na carreira do delegado Leonyl Ribeiro. Entre 96 e 97 ele foi interventor do Instituto Médico Legal, em Londrina.Intervenção no IML começou ontem e deve manter funcionários que ocu pam cargos de segurança, inclusive os indicados por Moraes e Silva
Albari RosaINTERVENTORO delegado Leonyl Ribeiro substitiu ontem Francisco Moraes e Silva, acusado de irregularidades administrativas





