Diretor é acusado de dar uma pedrada em aluno
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terça-feira, 13 de junho de 2006
Luciano Augusto<br> Reportagem Local 
Borrazópolis O diretor de uma escola estadual de Borrazópolis (84 km ao sul de Apucarana) é acusado de acertar uma pedrada em um aluno de 11 anos na última quinta-feira. Segundo relato da Ouvidoria do Núcleo Regional de Educação (NRE) em Apucarana, o diretor estaria tentando assustar alguns alunos que estavam fora da sala e atingiu acidentalmente um outro que estava no pátio. O pai do aluno, ao tomar conhecimento, teria agredido fisicamente o diretor.
Segundo o ouvidor do NRE, José Carlos dos Santos, o diretor teria declarado que na manhã da última quinta-feira alguns alunos estariam jogando futebol na quadra da Escola Estadual Humberto de Alencar Castelo Branco quando foram advertidos verbalmente para que retornassem à sala de aula. Os alunos teriam corrido e, ''para assustá-los'', Silva teria atirado uma pedra que acabou atingindo as costas de um aluno da 6 série que estava no pátio mas não
fazia parte do grupo que estava fora da sala.
Já em casa, o estudante reclamou com o pai que pediu para não ser identificado, que decidiu ir até à residência de Silva tomar satisfações. Os dois teriam discutido e o pai acabou agredindo fisicamente o diretor.
Conforme o gestor da Delegacia de Borrazópolis, Valter Rodrigues, o diretor registrou queixa da agressão que sofreu por parte do pai do aluno. Por sua vez, o pai do estudante, com um laudo atestando ferimentos provocados no filho, também registrou queixa contra o diretor. ''Meu filho ficou aborrecido e chateado, porque era uma coisa que não tinha necessidade de acontecer. Se ele (diretor) me procura na hora que aconteceu, tudo ficaria esclarecido'', reclamou o pai. O diretor também foi procurado pela reportagem mas alegou que só falaria pessoalmente.
O ouvidor do NRE adiantou que deve ir hoje até a escola averiguar a situação. ''Vamos apurar os fatos e, se ficar constatado que o diretor agrediu intencionalmente o aluno, vamos tomar as medidas administrativas cabíveis'', apontou Santos. Ele explicou que essas medidas variam de uma advertência verbal até encaminhamento do caso para a Secretaria de Estado de Educação, que pode tomar medidas mais enérgicas.


