O fundador e diretor do Melvi, pastor Claudionor Rodrigues, formado em teologia pelo Instituto Bíblico de Londrina (ISBL), disse que já esperava a visita do promotor Paulo Tavares e dos fiscais da Vigilância Sanitária. ‘‘A renovação do convênio depende da fiscalização.’’ Ele acredita que o ex-funcionário fez as denúncias ao Ministério Público por vingança. ‘‘O rapaz chegou em fevereiro sem documentos e se apresentou como evangélico’’, relatou Rodrigues. Segundo ele, no período em que o obreiro ficou na entidade, não se mostrou digno de confiança. ‘‘Acho que ele (o funcionário) quer se vingar, porque foi mandado embora’’, comentou.
De acordo com Rodrigues, desde novembro, com a suspensão do convênio, a instituição vem passando por dificuldades, inclusive com risco de ter água e energia cortadas. ‘‘As doações da comunidade continuam, mas as contas estão atrasadas pela falta de dinheiro’’, argumentou. O diretor, que fundou o Melvi há 15 anos, afirmou que nunca houve nenhuma vistoria. ‘‘Essa atitude agora deve ter sido causada pelos problemas ocorridos na Prefeitura de Londrina. De repente, as autoridades se levantaram e resolveram fiscalizar’’, considerou Rodrigues. O diretor garantiu que apresentava notas fiscais à prefeitura antes do corte da verba. ‘‘Se não levasse as notas eles não depositavam o dinheiro.’’ Ele disse que está tranquilo ‘‘porque o Melvi é uma obra de Deus e não há o que temer’’.
Claudionor Rodrigues não negou que a instituição, que já atendeu 2 mil pessoas, funciona sem licença sanitária. ‘‘Nunca recebemos visitas da Vigilância.’’ Ele acredita que o prazo de 60 dias determinado pelos fiscais para fazer as adequações não é suficiente. ‘‘Espero que consiga concluir pelo menos parte das exigências. O maior obstáculo é a falta de dinheiro. Se antes já não sobrava, imagine agora para realizar as obras’’, ressaltou. Pintura a óleo na cozinha e refeitório, extintores e troca de piso fazem parte das recomendações da Vigilância.
O chefe regional da Vigilância Sanitária, Marcelo Viana de Castro, informou que o Melvi não foi autuado porque ainda pode fazer as melhorias, principalmente para armazenar e conservar corretamente os alimentos. ‘‘Passado o prazo (meados de maio), se a situação continuar como está podemos abrir um processo administrativo’’, declarou. (M.B.)

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