Ao acompanhar ontem, em Apucarana, a exumação do corpo do banqueiro do jogo do bicho Mário Tamiya, o diretor do Instituto Médico-Legal do Paraná, Francisco Moraes da Silva, anunciou que não tem meios de contratar médicos legistas para o IML local. Depois de funcionar improvisadamente nos últimos nove meses numa sala emprestada pela Autarquia Municipal de Saúde, o órgão teve suas atividades paralisadas a partir de 1º de outubro. O motivo foi a falta de médicos-legistas e de funcionários, além da falta de apoio para viabilizar a construção de uma sede própria para o IML.
A paralisação foi anunciada pelo secretário municipal de Saúde, Jairo Barreto Miranda. Para ele, não está havendo boa vontade por parte do Estado, que é responsável pela manutenção do IML, órgão ligado à 17ª Subdivisão Polícial, e que atende 36 municípios da região. Apesar de ciente da situação, o diretor do IML explicou que somente no próximo ano será realizado concurso para contratação de funcionários. ‘‘Até lá, o único meio de manter o serviço é através de cooperação e parcerias das prefeituras da região com o Estado’’.

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