Milton DóriaDepredaçãoVandalismo levou Sercomtel a retirar orelhão que estava instalado no pátio da escola: dificilmente o autor da depredação é descobertoO vandalismo provocado pelos alunos é um dos principais motivos que levam a Associação de Pais e Mestres (APM) do Instituto Estadual de Educação de Londrina (IEEL) a cobrar a taxa de matrícula. Esta é a explicação do diretor auxiliar do colégio, Domingos Marconato. ‘‘Com as reclamações contra a cobrança da taxa nos sentimos obrigados a explicar nossa atitude’’, disse.
O IEEL cobra uma taxa de R$ 15,00 por aluno - quando a família tem mais filhos na escola a taxa é acrescida de R$ 5,00 por filho. No ato da matrícula os pais são orientados a pagar a taxa ou a assinar promissória que pode ser resgatada ‘‘quando puder efetuar o pagamento.’’
‘‘No ano passado, deixamos livre o pagamento da taxa; mas ninguém pagou e tivemos sérias dificuldades para manter a escola. Se a pessoa não pode pagar a gente não cobra’’, garante Marconato. Para ele, a promissória não é uma forma de pressionar os pais.
O rastro da ação dos vândalos estão, entre outras coisas, nos trilhos de cortinas tortos ou arrancados; batentes de portas destruídos; cortinas rasgadas; vidros de janelas quebrados; carteiras danificadas, paredes riscadas; alambrados das quadras de esportes cortados e arrancados; mesas de professores destruídas. A Sercomtel, por exemplo, já desistiu de consertar o telefone público da escola e retirou o aparelho do pátio. No local está uma placa explicando o motivo: vandalismo.
Marconato explica que a escola gasta cerca de R$ 5.000,00 por mês em manutenção, a maior parte para consertar o que os alunos quebram. O Estado, diz, repassa apenas a metade deste valor. O diretor explica que dificilmente o autor do vandalismo é descoberto. ‘‘Quando ficamos sabendo quem foi, cobramos dos pais o conserto’’, afirma.
O descaso dos pais, acrescenta, agrava ainda mais a situação. ‘‘A maioria dos deles não se importa. Sempre que são chamados para discutir os problemas da escola, não aparecem’’, reclama. Reforçando que a taxa é uma contribuição voluntária, Marconato defende que ela é a alternativa mais eficiente para manter a escola em condições de oferecer um ambiente digno aos alunos.
Apesar das denúncias contra o vandalismo e descaso dos pais, Marconato confirma que a escola não desenvolve nenhum trabalho educativo específico para conscientizar e inibir as ações agressivas dos alunos. ‘‘Eu estou sozinho e não tenho como fiscalizar o comportamento dos alunos. Os pais deveriam colaborar orientando melhor seus filhos.’’

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