O diretor do Instituto de Criminalística do Paraná, José Lourenço Bueno, chegou ontem a Foz do Iguaçu, para complementar a perícia que vem sendo feita há quase uma semana nas peças apreendidas na loja de Paulo Mandelli. Com ele, chegaram também dois promotores da PIC, Promotoria de Investigação Criminal, Luis Eduardo Albuquerque e Domingos Fonseca.
Segundo o diretor, o instituto pretende fazer em Foz o mesmo trabalho de montagem de peças realizado em Curitiba, quando foram montados 13 carros. ‘‘Nossa técnica permite que montemos somente o monobloco do carro, uma peça vai se juntando com a outra, como um quebra-cabeças’’, explicou.
A perícia deve constatar que as peças apreendidas, mais de 100, e as que ainda estão no depósito da loja, cerca de 260, devem ser de carros roubados ou furtados. ‘‘O objetivo é mostrar que essas peças não são de veículos batidos e que não há razão aparente para serem desmontadas’’, disse. José acredita ainda na possibilidade de achar nas peças algum erro. ‘‘Eles (donos do desmanche) podem ter deixado em algum ponto do veículo, um número de identificação sem raspar.’’
Com a presença dos promotores na cidade, aumentam as suspeitas que o Ministério Público deva pedir a prisão preventiva de Mandelli em Foz. O diretor e o grupo de peritos ficam em Foz até o término da perícia.

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