Diretor diz que orientação é atender todos
PUBLICAÇÃO
sábado, 12 de julho de 1997
Da Redação 
O diretor clínico do Hospital Infantil de Londrina, pediatra Álvaro Luiz de Oliveira, atribui as situações vividas por João Busto Carmona e Edevilso Vicente ao desencontro de informações. A orientação do hospital é que todos os pacientes sejam atendidos. Quando o caso é de urgência, e a pessoa não tem como pagar, ela deve ser atendida pelo Sistema Único de Saúde. Nada justifica o não atendimento. Segundo o médico, quando há dúvidas, os funcionários do hospital estão orientados a colocar o paciente em contato com o médico plantonista para chegarem juntos a um consenso.
O pediatra confirma porém que, nos casos de pacientes com convênios que ainda não fecharam acordo com a AML, é cobrada a consulta - R$ 39,00. Questionado sobre o fato de que muitas pessoas não dispõem do dinheiro para a consulta, o diretor clínico informou que os médicos aceitam promissórias. Mas nós não podemos e não vamos aceitar continuar recebendo os valores pagos pelos convênios. Qual é o profissional que concorda em aceitar o mesmo valor pelo seu trabalho há cinco anos?
Membro do Departamento de Convênios da Associação Médica de Londrina (AML), Álvaro de Oliveira afirma que a responsabilidade pelos problemas que os usuários estão enfrentando é das caixas de assistência. Ele argumenta que essas instituições foram chamadas a negociar em abril, mas não se pronunciaram. Só começaram a nos procurar para buscar uma solução depois que paramos de aceitar suas guias de atendimento. A falta de respeito com os usuários partiu deles. O nosso compromisso é com o paciente e ninguém está negando atendimento.
(Célia Baroni)


