Os hospitais universitários deveriam fechar os prontos-socorros. A opinião é do diretor-Clínico do Hospital São Paulo, da Escola Paulista de Medicina, José Osmar Medina de Abreu Pestana. O professor Medina fez a afirmação durante a palestra de abertura da ‘‘2ª Jornada de Pesquisa Científica’’ do Hospital Universitário de Londrina, na noite de quarta-feira.
Para o diretor-Clínico do Hospital São Paulo, a existência de pronto-socorro em hospital universitário é incompatível com os objetivos de um estabelecimento desta natureza e impossibilita o planejamento necessário. O professor reiterou ontem à Folha, pelo telefone, que o fechamento do pronto-socorro é proposto exatamente para evitar situações de caos.
‘‘A natureza acadêmica do HU exige organização e planejamento praticamente impossíveis com o pronto-socorro aberto’’, destaca o especialista, acrescentando que em vez de PS o hospital deve ter um ambulatório qualificado. ‘‘Assim, seria possível oferecer um atendimento diferenciado. Um hospital universitário deve ser referência nas especialidades.’’
José Medina propõe hospital universitário com pelo menos 250 leitos gerais, ou seja, não dividido entre as várias especialidades, com oferta de 30% de sua capacidade para atendimento através de convênios ou particulares. ‘‘É importante, ainda que os honorários sejam pagos aos médicos, mesmo que sejam os R$ 2, pagos pelo SUS, como forma de incentivá-los a desenvolver este trabalho’’, aponta.

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