Diretor defende ''ensaios''
''Não adianta só ficar sentado em cima do problema, falando que a frota está aumentando'', diz o diretor de trânsito da CMTU, Álvaro Grotti Júnior, para justificar por que defende a adoção de medidas, digamos, pouco simpáticas aos olhos de uma parcela da população. Entre elas, a eliminação de áreas de estacionamento em certas vias e o fim de conversões à esquerda em avenidas.
''Acho que valeria a pena fazer alguns ensaios no trânsito. Fizemos um durante vários dias na Avenida Winston Churchill, por exemplo: toda manhã nossos agentes iam até lá e fechavam a baia de conversão à esquerda (no cruzamento com a Rua Arcindo Sardo). Melhorou 70% o trânsito'', assinala.
Segundo ele, os motoristas reclamam quando são obrigados a percorrer alguns metros a mais, sem perceber que certas restrições, na verdade, fazem o trânsito fluir melhor. Outra medida que beneficiaria o ''coletivo'' em detrimento do ''individual'', sustentada por Grotti, é proibir o estacionamento de veículos, nos dois lados, em quatro ruas-chave do perímetro central: Goiás, Pará, Pernambuco e João Cândido. ''O comércio vai reclamar? Claro que vai. Mas medidas proporcionais ao tamanho e ao desenvolvimento da cidade têm que ser tomadas.''
O diretor lembra ainda que pelo menos duas obras deverão dar um novo fôlego à estrutura viária da cidade: a duplicação da Avenida Goiás, no Centro, e a conclusão da Avenida Ayrton Senna, na Zona Sul. Ambas tiveram prazos de conclusão revistos diversas vezes, mas ainda têm entrega esperada para este ano. (V.N.)





