Diretor de Regional de Saúde justifica cortes em AIHs
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quinta-feira, 05 de setembro de 2002
Gilmar Agassi<br> Equipe da Folha 
Cascavel - O diretor da 10Regional de Saúde de Cascavel, Marcos Antônio Tomasetto, afirmou ontem que o governo federal não cortou o orçamento das Autorizações de Internamentos Hospitalares (AIHs), como foi divulgado pela Associação Regional dos Hospitais. Segundo ele, ''houve apenas um bloqueio no pagamento de parte das AIHs relativas ao mês de julho devido a falta de recursos para quitação integral dos débitos com os hospitais que prestam serviços ao Sistema Único de Saúde (SUS)''.
O médico ressaltou que a falta de dinheiro é uma consequência do reajuste concedido em julho aos procedimentos médicos prestados pelo SUS. O valor das consultas pagas pelo SUS aos médicos especialistas passou de R$ 2,55 para R$ 7,55. Já o valor pago pelas consultas de urgência e emergência passou de R$ 3,16 para R$ 8,16.
Tomasetto completou que apesar de praticar o reajuste, o governo federal não aumentou a verba destinada ao Estado e isso provocou o bloqueio das AIHs. De um total de 3.538 AIHs repassadas aos 25 municípios da Regional, o diretor estima que entre 10% e 15% tiveram o pagamento bloqueado. Do total de AIHs controladas pela 10 Regional de Saúde, 2.356 são destinadas aos prestadores de serviços de Cascavel.
A presidente da Associação Regional dos Hospitais, Aparecida Oleny Di Cicco Souza, disse que se for necessário a entidade entrará na Justiça para garantir o pagamento integral dos procedimentos realizados em julho, já que o bloqueio é retroativo a este mês.
O presidente da Associação Médica de Cascavel, Luiz Burgarelli, acredita que o bloqueio de recursos da AIH poderá resultar em demissões, principalmente nos hospitais particulares. Ele frisou que a medida resultará no adiamento das cirurgias agendadas. ''Somente casos de emergência serão atendidos'', conclui.


