Diretor de IML depõe em inquérito que apura denúncias
Áureo Nogueira
O diretor do Instituto Médico-Legal (IML) de Londrina, Antônio Carlos de Queiroz, prestou depoimento ontem ao delegado do 1º Distrito Policial, Algacir Ramos, no inquérito que apura suspeita de irregularidade num convênio firmado pelo instituto. Acompanhado do advogado Marcelo Leal, o diretor do IML apresentou documentos e prestou informações verbais.
Queiroz afirmou à Folha que o convênio foi firmado em ato público realizado na Associação Comercial e Industrial de Londrina, envolvendo entidades da sociedade e do Estado. E o gerenciamento dos recursos gerados por ele foi feito pelo Conselho Comunitário de Segurança. Portanto, não há nenhum risco de desvio por parte do IML.
O advogado Marcelo Leal disse que o depoimento é prestado na condição de testemunha e vai servir para esclarecer dúvidas sobre o convênio firmado pelo IML do Paraná, Conselho Comunitário de Segurança, Secretaria de Segurança Pública e funerárias da região para viabilizar o atendimento do IML de Londrina. Ele explicou que o inquérito foi aberto a pedido de três funerárias de Jaguapitã, Arapongas e Ibiporã.
Para Queiroz, as funerárias que levantaram dúvidas certamente tinham interesse na rescisão do convênio. Além de representar uma solução emergencial para os problemas enfrentados pelo IML, o convênio criou um regulamento entre as funerárias da região no traslado de corpos do órgão. Os denunciantes se sentiram atingidos porque foram fiscalizadas pelo IML.





