O diretor da Faculdade de Filosofia e Letras de Jandaia do Sul (Fafijan), Tim Pontara, surpreendeu acadêmicos e corpo docente, no sábado, ao anunciar sua renúncia ao cargo. Ele ocupava a função há 14 anos e seu mandato atual terminaria no dia 31 de agosto. Ao mesmo tempo, a vice-diretora, Terezinha Barbosa Guimarães, também renunciou.
A faculdade, que têm 35 anos, conta com 1,8 mil alunos distribuídos em sete cursos de graduação (Pedagogia, Geografia, Ciências Contábeis, Administração de Empresas, Ciências com habilitação em Biologia, Letras/Português/ Inglês e Letras/Português/Espanhol). Pontara, que pretendia disputar a indicação para um novo mandato, vinha enfrentando a resistência de um grupo de professores, que o acusava de diversas irregularidades e até de enriquecimento ilícito. As denúncias motivaram a interferência do Ministério Público que instaurou um inquérito administrativo para investigar o caso.
Ontem o promotor Marcos Pesenti explicou que foram requeridas as contas da Fafijan referentes aos últimos cinco anos. Uma das questões que também está sendo apurada pelo MP é a própria condição jurídica da instituição, que nasceu em 1966 como uma fundação pública e que alguns anos depois passou a ser privada.
Sobre a situação da faculdade, que ficou sem diretor, o promotor Marcos Pesenti, afirmou que o Conselho Diretivo tem autonomia e poder para decidir sobre esta questão.
Procurado ontem pela Folha, Pontara justificou que decidiu deixar o caminho livre, como forma de apaziguar a situação e evitar problemas para a própria instituição.

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