Diretor da UEL se defende de acusações de fraude
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terça-feira, 17 de junho de 2003
Gilmar Agassi<br> Reportagem Local 
O diretor do departamento de Direito Público da Universidade Estadual de Londrina (UEL), Nelson Milanez, se defendeu ontem das acusações de que teria participado de um esquema de fraude na prova para preenchimento de vagas ociosas na instituição. Ele foi citado durante coletiva concedida anteontem pela reitora da UEL, Lygia Pupatto, como suspeito de irregularidades na prova de direito.
A prova foi anulada pela reitora após a comissão da UEL constatar que três alunos de uma mesma faculdade particular tiraram nota 10, resultado considerado improvável, seugndo análise pericial.
Milanez garantiu ter documentos comprovando que no dia 29 de janeiro se afastou do processo de organização do Exame. Ele disse que tomou esta decisão pelo fato da filha ter se candidatado a uma das 27 vagas. Segundo ele, a filha e o sobrinho que tiraram nota 10 no exame se prepararam por mais de um ano, além de trabalharem em seu escritório de advocacia em Bela Vista do Paraíso (40 Km ao norte de Londrina), onde teriam adquirido conhecimento do assunto.
Sobre as sete disciplinas em que os candidatos tiraram nota máxima no Exame apesar delas não serem oferecidas na faculdade, o diretor frisou ter um filho que é professor de cursinho preparatório para concursos. ''Meu filho é professor de cinco dessas sete disciplinas e deu aula particular para eles.''
O diretor garante que não teve acesso às provas, que ficaram lacradas em um armário. Ele afirmou que as provas ficaram expostas na sala da Comissão Permanente de Seleção (Copese) e na tipografia da universidade. ''Nas provas do 2º ano tiveram várias notas 10 e ninguém suspeitou de nada.''
O professor Jairo Queiroz Pacheco, um dos coordenadores do Exame, disse que responderá quando as acusações forem oficiais. ''Não participarei desse debate público, inclusive, para preservar a imagem do professor.'' Ele disse que Milanez e outra funcionária citada na coletiva poderão se defender no processo administrativo que apura as suspeitas.


