Diretor da PPL é afastado do cargo
Lino Ramos
De Londrina
O delegado-chefe da 10ª Subdivisão Policial, Wanderci Corral Fernandes, afastou ontem o diretor da Prisão Provisória de Londrina (PPL), Eurico Hummig e nomeou interinamente para a direção da unidade o delegado Jurandir Gonçalves André, que tem fama de ser linha dura.
Hummig foi afastado um dia após uma vistoria comandada pelo juiz da Vara de Execuções Penais e corregedor dos presídios, Roberto Ferreira do Valle, quando foram encontrados no interior da prisão diversos estoques e até uma furadeira. O juiz disse que iria interditar a unidade se a administração do presídio não fosse melhorada. Senti que a coisa estava meio à vontade e o delegado não vinha administrando como deveria. O delegado precisa estar à disposição de manhã, à tarde e à noite, disse Wanderci Fernandes.
Além do delegado, quatro agentes penitenciários que trabalhavam na PPL foram substituídos por funcionários da Penitenciária Estadual de Londrina.
O delegado Jurandir Gonçalves André passou a dirigir a PPL ontem mesmo, acumulando a função com a responsabilidade pelo 3º Distrito Policial de Londrina. Estamos nos interando da situação. Por enquanto, recebemos a determinação de ficar até a chegada de um novo delegado, afirmou.
O delegado-geral da Polícia Civil, João Ricardo Noronha, garantiu à Folha que não irá admitir esse tipo de problema. Após o Natal vou pessoalmente saber o que está acontecendo nesta cadeia. Até furadeira foi encontrada na Prisão. Não vou admitir negligência, omissão e falta de vontade com o trabalho, advertiu.
Noronha confirmou a nomeação do delegado Valdir Fernandes para a direção da Prisão Provisória. Segundo ele, a portaria já foi assinada e Fernandes deverá ser transferido para Londrina em janeiro, assim que retornar de férias.
O delegado Eurico Hummig não foi localizado ontem. Por enquanto deverá continuar à frente do 6º Distrito Policial.
Assaltos A Polícia está à procura de dois homens que assaltaram o Supermercado Ribeiro, na Rua Araguaia, no centro de Londrina, de onde levaram R$ 3.200,00 e dois telefones celulares. Segundo o proprietário Angelin Ribeiro, 40 anos, os bandidos apontaram revólveres para os funcionários e ameaçaram matar as pessoas caso o dinheiro não fosse entregue.
Para o comerciante, a reação aos assaltos deve ser evitada mas a polícia precisa aumentar seu efetivo. Queremos um aumento de efetivo porque afinal de contas pagamos nossos impostos, reclamou.
A professora Sirléia Ferreira Sampaio do Nascimento, 27 anos, também foi assaltada na noite de quarta-feira na esquina das ruas Rio de Janeiro e Benjamin Constant. Segundo ela, duas mulheres lhe deram voz de assalto e levaram sua bolsa com documentos pessoais. Outra vítima foi o lavrador José Emídio da Silva, 48 anos, que caminhava pela Avenida Duque de Caxias quando duas pessoas tentaram assaltá-lo e ao reagir, foi atingido por uma paulada na altura da nuca. Ao recobrar os sentidos notou que estava sem os documentos pessoais e R$ 130,00.





