Diretor da PEL não depõe sobre denúncias
O diretor interino da Penitenciária Estadual de Londrina (PEL), Maurício José Sanches, não compareceu ontem à 10ª Subdivisão Policial (SDP) para depor no inquérito policial que apura denúncias de irregularidades na instituição. As denúncias foram feitas por carta anônima enviada a autoridades estaduais e municipais. O diretor apenas mandou um fax, informando que, por orientação do Departamento Penitenciário do Estado (Depen), não poderia se ausentar do trabalho. No fax, Sanches disse que a Secretaria de Justiça e Cidadania, da qual é subordinado, já havia investigado as mesmas denúncias. A Secretaria deu o caso como encerrado.
O delegado adjunto da 10ª SDP, Acácio Azevedo, que preside o inquérito, e a promotora Solange Novaes Vicentin, que acompanha as investigações, esperaram por mais de duas horas a presença do diretor. Acácio disse que vai continuar as investigações e lamentou que Sanches não tenha comparecido para prestar depoimento.
A carta anônima aponta conivência de Sanches com as supostas irregularidades. No documento, há as seguintes denúncias: tráfico de drogas entre os presos; pagamento de salários a funcionários que não trabalham; desvio de alimentos; uso irregular de carros oficiais; regalias para presos ricos; compras superfaturadas; folgas especiais.
A pedido do ouvidor geral do Paraná, João Elias de Oliveira, a Secretaria de Justiça abriu sindicância para apurar as denúncias. Um dos integrantes da comissão de investigação foi o funcionário do Depen Flávio Lopes Buchmann, denunciado na carta. A comissão ouviu 20 pessoas - funcionários e presos.
As irregularidades encontradas pela comissão resumiram-se à carga horária do médico da PEL, Abílio Honório, e às folgas dos agentes, tiradas sem permissão superior. Para o secretário de Justiça, Eduardo Rocha Virmond, as faltas não representaram nenhuma ilegalidade.
A promotora Solange Vicentin disse que hoje irá solicitar mais investigações sobre as denúncias.





