O limite de permanência de duas horas implantado segunda-feira na Zona Azul e que indignou muitos usuários também trouxe à tona outras insatisfações das pessoas que precisam estacionar seus veículos no centro da cidade. Falta de segurança para quem deixa o carro nas vagas e de cartão de meia-hora, grande número de ruas com Zona Azul são algumas das reclamações.
Muitas pessoas acreditam que deveria ser oferecido um seguro para casos de roubos na Zona Azul, como forma de justificar o obrigatoriedade do pagamento. O diretor-geral da Epesmel, padre Lídio Roman, explica que não é este o objetivo da Zona Azul. Quando foi implantada, segundo ele, sua função era de oferecer para as pessoas mais possibilidades de encontrar vagas para estacionar seus veículos. A rotatividade de vagas seria o ‘‘serviço’’ pelo qual o usuário paga R$ 0,60 por hora de estacionamento.
Quanto ao cartão de meia-hora, padre Roman afirma que nos cinco anos que está na direção da Epesmel nunca foi discutida esta possibilidade. ‘‘Por enquanto não pensamos nisto’’, diz.
Já a ampliação do número de ruas com Zona Azul não parte da Epesmel, segundo padre Roman. Ele afirma que a implantação do sistema em determinada rua tem que ser aprovada pela Câmara de Vereadores para, na sequência, ser encaminhada para a Companhia Municipal de Urbanização (Comurb).
A Folha tentou, durante toda a tarde, falar com o diretor de trânsito e transporte da Comurb, Moisés Cardela, mas ele não retornou as ligações.

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