Érika Pelegrino
De Londrina
O promotor de Defesa do Patrimônio Público de Londrina, Bruno Gallati, convocou o diretor-administrativo-financeiro da Companhia Municipal de Urbanização (Comurb), Eduardo Alonso, para depor amanhã, às 9 horas, no Fórum. O Ministério Público está investigando possíveis irregularidades nos processos licitatórios da companhia.
A Folha tentou ouvir Alonso ontem à tarde, mas ele não foi encontrado. A assessoria de imprensa informou que ele só falará com os jornalistas sobre o assunto após o depoimento na quarta-feira.
Pela manhã, Alonso deu entrevista para a rádio CBN e declarou que a maioria dos contratos que estão sendo investigados pela promotoria é do Fundo Municipal de Urbanização.
A Comurb já estava sob investigação da promotoria e, conforme a Folha apurou na última sexta-feira, o promotor Bruno Galatti requereu um mandado judicial para entrar na Comurb e pegar todos os processos licitatórios da companhia, porque teria ficado sabendo que uma equipe de advogados estaria ‘‘esquentando’’ estes documentos.
A Autarquia Municipal do Ambiente (AMA) também foi alvo de investigações da promotoria, que constataram um rombo nos cofres públicos de mais de R$ 2 milhões. No caso da Comurb, a Folha recebeu informação de que o desvio de verbas é superior ao ocorrido na AMA e que pelo menos 25 empresas estão envolvidas em fraudes nos processos licitatórios. Uma delas seria uma empresa de publicidade de Curitiba, que teria recebido R$ 250 mil sem nenhum documento do processo licitatório. A outra, uma empresa de terraplanagem, que supostamente recebeu da Comurb quase R$ 150 mil para prestar serviços de informática.
A exemplo da AMA, que destinou uma quantia elevada na compra de marmitex, a Comurb teria gasto mais de R$ 100 mil com a compra de marmitas. O promotor Bruno Galatti afirmou que não irá dar nenhuma informação enquanto não concluir as investigações.
Os procedimentos normais agora que a promotoria está de posse de diversos documentos da Comurb é começar a ouvir os envolvidos. O primeiro depoimento será de Eduardo Alonso. O presidente da Comurb, Kakunen Kyosen, também se recusou a falar sobre o assunto.

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