O diretor técnico da Autarquia Municipal de Ambiente (AMA), Mauro Maggi, informou ontem que desconhece a existência de pedido para corte dos 180 eucaliptos do Hospital Universitário (HU). Ele disse que a autarquia não autorizou a realização do serviço pelo HU.
Segundo Maggi, a AMA teria recebido apenas um pedido, em junho, para corte de nove árvores do tipo eucalipto. No pedido, o hospital justificou que as árvores estão próximas a fios de alta tensão, oferecendo risco para professores, alunos, funcionários e pacientes do hospital.
‘‘O corte de um pequeno número destas árvores seria até benéfico, porque elas são exóticas e impróprias para a área urbana’’, comenta o diretor técnico da AMA. Nesses casos, explicou Maggi, a autarquia costuma autorizar o corte, desde que o responsável assuma o compromisso da substituição por outras espécies.
‘‘Mas cortar 180 árvores não é assim tão simples. O impacto ambiental seria considerável’’, analisa o diretor da Autarquia Municipal de Ambiente.
Ideal para reflorestamento, o eucalipto gera problemas na zona urbana porque, quando adulto, seu porte é grande. Outro agravante é que esse tipo de árvore perde galhos durante seu processo de crescimento. Mesmo assim, Maggi explicou que, para autorizar o corte das árvores, a AMA exige projeto com avaliação positiva e proposta de replantio assinadas por engenheiro florestal.
No projeto, esclarece o diretor da AMA, tem que estar clara a proposta de substituição das árvores cortadas. Principalmente, segundo ele, no caso do Hospital Universitário, que pretende usar o local para um estacionamento.
(Célia Baroni)

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