Diretor da 17ª RS é exonerado
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quinta-feira, 26 de junho de 1997
Lucília Okamura Londrina 
Rosilene Aparecida Machado assumiu ontem interinamente a direção da 17ª Regional de Saúde, no lugar de Luiz José Neto. Ele foi exonerado anteontem do cargo pelo secretário estadual de Saúde, Armando Raggio. Rosilene Machado esteve ontem à tarde visitando os hospitais da Zona Norte e da Zona Sul, que estão ligados à 17ª RS e enfrentaram problemas de atendimento nos últimos dias.
O hospital Anísio Figueiredo, mais conhecido como Zona Norte, foi alvo de polêmica nos últimos dias, pela falta de funcionários e consequente atraso no atendimento. Depois de uma reforma, em 1996, o hospital passou a oferecer 60 leitos. Mas apenas 40 estão em funcionamento, devido à falta de funcionários.
O caso veio à tona no sábado passado, quando um plantonista faltou e houve um princípio de tumulto no pronto socorro. Esse fato, segundo Rosilene Machado, acabou sobrecarregando o Hospital da Zona Sul.
A polêmica culminou na terça-feira, quando os pacientes enfrentaram novamente demora no atendimento no Zona Norte. O problema ocorreu porque a equipe médica que estava de plantão interrompeu as consultas para atender Ubiratan Araújo Carneiro, 73 anos. Ele chegou em estado grave e acabou morrendo. A Polícia Militar foi chamada para acalmar os cerca de 30 pacientes que esperavam consultas.
Desde o início da semana, a Folha vinha tentando falar com o então chefe da 17ª Regional, Luiz José Neto, para comentar a situação, mas ele não era encontrado na sede. Rosilene Machado conta que foi comunicada sobre a troca de chefia anteontem à tarde, pelo secretário estadual de Saúde. Ela atuava na Regional como chefe da Divisão de Assistência à Saúde e não sabe quanto tempo ficará no cargo.
Rosilene Machado fez visitas aos dois hospitais e disse que, apesar da lotação nas enfermarias, a situação está sob controle. Estive reunida com as direções dos dois hospitais para me inteirar da situação, observa. O Hospital da Zona Norte possui 40 leitos disponíveis e o Zona Sul, 30.
A diretora interina da 17ª Regional falou sobre os 20 leitos que estariam ociosos e diz ser preciso discutir a finalidade deles. Ela conta que uma das possibilidades é destinar leitos às cirurgias eletivas.
Segundo Rosilene Machado, o hospital já faz algumas cirurgias eletivas, como as ginecológicas, mas este setor poderia realizar cirurgias de maior porte, como as vasculares. A hipótese está sendo discutida com a Autarquia Municipal de Saúde e o Consórcio Intermunicipal de Saúde (Cismepar), que engloga 19 municípios da região. Precisamos definir o perfil, ressalta. Ela confirma que haverá concurso público para contratação de mais funcionários, mas diz que o Governo do Estado não citou prazos.


