Diretor confirma tráfico na Colônia Penal
Curitiba - O diretor da Colônia Penal Agrícola (CPA), coronel João Krainski Neto, confirma que existe tráfico de drogas e bebida dentro da colônia, mas diz que já está tomando medidas para tentar amenizar a situação. Segundo ele, isso acontece porque a unidade penal não tem muros e os detentos têm liberdade para sair em determinados dias. ''Vamos fazer um trabalho em conjunto com a Secretaria de Segurança para conscientização dos agentes penitenciários e dos próprios detentos sobre o problema'', diz o diretor.
A CPA fica em Piraquara, na Região Metropolitana de Curitiba, numa área aberta de cerca de 400 alqueires. No local trabalham por turno cerca de 40 agentes penitenciários, que fazem a guarda da colônia. Cerca de 900 detentos cumprem pena em regime semi-aberto no local, o que significa que eles têm permissão para visitar a família em finais de semana e feriados prolongados.
Foi o que aconteceu com Marcos Antonio Taverna, 27 anos, Marcos Roberto Jardim Procecke, 26 e João Maria Machado, 23 anos. Os três são acusados de envolvimento na chacina de Colombo, também na Região Metropolitana, no último dia 28 de fevereiro. O delegado que investiga o crime, Messias Antônio da Rosa, atribui o crime à briga pelo tráfico de drogas na Colônia Penal.
Taverna e Procecke cumpriam regime semi-aberto e deveriam retornar à colônia esta semana. Machado tinha obtido a liberdade condicional. Os três estão presos no Centro de Operações Especiais (Cope), em Curitiba.





