Curitiba – Com a intenção de proteger os alunos durante uma briga de gangues, um diretor de escola acabou sendo agredido, na tarde da última terça-feira, em Curitiba. No confronto, que ocorreu em frente ao Centro Estadual Profissional de Curitiba, no Boqueirão, os agressores usaram pedras e pedaços de madeira para atingir integrantes da outra gangue, que saíam da escola. A Patrulha Escolar Comunitária deteve um jovem e três adolescentes, que foram encaminhados ao 8º Distrito Policial e a Delegacia do Adolescente, respectivamente.
  De acordo com o major Mattos, coordenador da Patrulha Escolar Comunitária, se envolveram no confronto cerca de 30 alunos, com idades entre 15 e 18 anos. ‘‘A patrulha já havia sido acionada pelo diretor da escola duas vezes, só nessa semana, para tentar resolver as desavenças entre os dois grupos. Os alunos envolvidos do Centro Profissional chegaram a assinar um termo de compromisso para não se envolverem em brigas’’, relata o major, contando que a patrulha chegou no local após o confronto.
  Ao tentar evitar a entrada dos agressores dentro da escola, o diretor Edson Luiz Martins, foi agredido com chutes e empurrado. Ele recebeu atendimento no Hospital do Trabalhador e passa bem. ‘‘Ainda não sabemos a qual a escola os outros alunos pertencem. Nem o diretor não soube nos explicar exatamente o que motivou a briga entre as gangues, acreditamos que seja uma rixa de bairro. Foi um fato lamentável e que causou pânico nos outros alunos’’, disse o major Mattos.
  ‘‘Falta os pais assumirem sua responsabilidade, até porque como é possível eles permitirem que os filhos estejam fora da escola aprontando confusões’’, acrescenta ele, completando que a patrulha se reunirá com as escolas, alunos e pais para elaborar uma ata informando a Vara da Infância e Juventude sobre o problema.
  O Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Rede Pública Estadual e Municipal do Paraná (APP-Sindicato) informa que está muito preocupado e lamenta mais um episódio de violência nas escolas. A entidade prevê um seminário para debater o tema, nos dias 25 e 26 de maio, e pretende contar com a participação do Ministério Público, governo do Estado, pais, alunos e professores, além do grupo de Estudos de Violência da Universidade Federal do Paraná. A proposta não é desenvolver uma política pública isolada para as escolas, mas que envolva toda a sociedade.

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