Direitos Humanos denuncia erro médico em Tapejara
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sexta-feira, 16 de maio de 2003
Fernando Rocha Faro<br>Reportagem Local 
Tapejara - O Movimento Nacional de Direitos Humanos tornou pública uma denúncia de suposto erro médico que teria ocorrido em Tapejara (39 km a leste de Umuarama), em 21 de outubro do ano passado. De acordo com a denúncia, um ginecologista teria cortado indevidamente a bexiga da zeladora Alice de Lima Gomes, 40 anos, durante uma cirurgia para retirada do útero.
Segundo o marido da zeladora, Antonio Aparecido Gomes, ela estaria sem condições de trabalhar desde a operação. Gomes afirmou ter gasto cerca de R$ 3 mil com medicamentos após a cirurgia. E disse também que pagou outros R$ 3 mil, o que seria equivalente à metade do valor da operação. ''Cheguei até a vender o carro da família para bancar as despesas'', revelou. Alice contou que perdeu oito quilos desde a cirurgia.
O advogado José Antonio Trento, que defende a zeladora, entrou com ação de indenização contra o médico, alegando interrupção no trabalho e danos morais.
O ginecologista negou a acusação de erro médico. Segundo ele, o risco de complicação é inerente à intervenção cirúrgica. ''É por isto que o paciente assina um termo de que está ciente das possíveis consequências da cirurgia'', esclareceu. Segundo ele, é possível ser feita uma cirurgia reparadora, mas o caso deve ser encaminhado para um urologista. ''O problema é conseguir agendar a operação pelo SUS (Sistema Único de Saúde), já que ele não oferece a proteção social que seria sua obrigação'', completou. O custo da operação é de cerca de R$ 10 mil.
Ainda de acordo com o médico, a cirurgia foi feita de graça pelo SUS. O ginecologista disse também ter ajudado a paciente, pagando o transporte para exames e até medicamentos. Questionado sobre a ação de indenização, o médico afirmou que não recebeu ainda nenhuma notificação da Justiça.


