O ativista do movimento negro Edmundo Silva Novais está denunciando um livro didático que, segundo ele, é preconceituoso. Ele quer que o livro, da Coleção Conversando sobre História, de Francisco Coelho Sampaio, seja recolhido. Edmundo, que também é professor, é pai de um aluno da terceira série do ensino fundamental da Escola Estadual Carlos Dietz. ‘‘Me chamou a atenção a grande quantidade de figuras expositivas dos negros escravizados, em situações constrangedoras e até humilhantes’’, afirma Novais, que contou o número de imagens presentes na publicação que considera racistas: 14 das 25 em que aparecem pessoas negras. O termo ‘‘escravo’’, que, segundo o professor, aparece pelo menos 73 vezes no livro, também é motivo de crítica. Em carta endereçada ao Ministério Público, ministério, secretaria e conselho estaduais de educação, Editora Positivo (responsável pela publicação) e Escola Estadual Carlos Dietz, o ativista pede que todos os exemplares sejam recolhidos.   Novais, que leciona educação física, lembra que grande parte dos professores do Estado não conhece a lei 10.635, que institui a obrigatoriedade do ensino de história e cultura africana em todo o território nacional. ‘‘Estamos discutindo como trabalhar essa disciplina com a Secretaria de Estado da Educação, para colocar a lei em prática dentro da rede estadual.’’ A diretora da escola, Dalva Costa Pinheiro, marcou uma reunião com o Núcleo Regional de Educação, e não descarta a possibilidade de discutir o assunto com o conselho de pais da escola. Juntamente com a equipe pedagógica, Dalva também está elaborando um material escrito sobre o assunto.

É a tendência do pensamento em que se dá grande importância à noção da existência de raças humanas distintas e superiores umas às outras. Onde existe a convicção de que alguns indivíduos e sua relação entre características físicas hereditárias, e determinados traços de caráter ou manifestações culturais, são superiores a outros. O racismo é crime.

É a entidade responsável pela garantia da ordem jurídica, do regime democrático, da moralidade pública e dos direitos sociais e individuais. A instituição é independente, ou seja, tem autonomia com relação aos três poderes – Executivo, Legislativo e Judiciário.

O Programa Folha Cidadania tem como objetivo criar o hábito de leitura entre os jovens.

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