Direção pede ajuda à comunidade
O superintendente da Irmandade Santa Casa de Londrina, Fahd Haddad, informa que a diretoria vem promovendo medidas internas de redução de custos para administrar a crise financeira que vive. Além disso, a instituição está tentando, novamente, o credenciamento junto ao Ministério da Saúde para oferecer atendimento 24 horas no Pronto Socorro.
Segundo Haddad, o credenciamento não foi conseguido porque o hospital não conta com um equipamento de tomografia. Mas temos o equipamento de ressonância magnética e vamos propor a troca, relata.
Independente das medidas, o superintendente quer a mobilização da comunidade e o apoio do poder público para tentar solucionar o problema. A Santa Casa é um hospital da comunidade, alega. Ele conta que já entrou em contato com o prefeito Antonio Belinati (sem partido), clubes de serviço, deputados e vereadores, e a Associação dos Municípios do Médio Paranapanema (Amepar).
O secretário municipal de Saúde, Agajan Der Bedrossian, diz que vem acompanhando a situação da Santa Casa e acredita que se trata de uma crise crônica.Os últimos fatos sócio-econômicos que o País está vivendo agravou esta crise, arrisca.
Bedrossian confirma que a tabela do Sistema Único de Saúde (SUS) está totalmente defasada e que técnicos do Ministério da Saúde sabem disso. Mas eles alegam que não dispõem de recursos nesta área, observa. Ressaltando que o problema com o SUS é enfrentando por hospitais de todo o País, o secretário observa que as instituições localizadas em cidades-pólo são as que mais sofrem. As cidades menores enviam seus pacientes para municípios maiores. Mas nós não temos esta alternativa, alega. A saída é sensibilizar a sociedade como um todo.
A Santa Casa e o Hospital Infantil oferecem, juntos, 266 leitos. São 848 funcionários e 472 médicos que trabalham nas duas unidades. No ano passado, o pronto-socorro realizou 87.222 atendimentos.
O prefeito Antonio Belinati disse, ontem à tarde, que a Prefeitura não dispõe de recursos para contribuir com a Santa Casa. O que podemos, e já estamos fazendo, é atuar politicamente para mobilizar toda a sociedade para exigir maior participação de Londrina nos recursos do Ministério da Saúde e também do governo do Estado, destacou Belinati. (L.O.)





