Direção do Presipe pede apoio à prefeitura
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segunda-feira, 07 de junho de 2004
Fábio Galão<br> Reportagem Local 
Diretores, professores e pais de alunos da Pré-Escola Professora Adelina Castaldi Novaes, o Presipe (Área Central de Londrina), têm até o final do ano para decidir a situação do estabelecimento de ensino. O Paraná Previdência, proprietário do prédio onde a escola está localizada desde sua criação, há quase 25 anos, conseguiu na Justiça a reintegração da posse do imóvel.
O prazo para desocupação venceu no dia 30 de abril. Entretanto, em 8 de maio, um dia após uma manifestação de pessoas ligadas à escola, o secretário de Estado de Administração e Previdência, Reinhold Stephanes, deu a garantia de que a instituição poderia permanecer no local até o final do ano. Até dezembro, a diretoria e a Associação de Pais e Mestres terão que formular alguma solução para o caso.
Segundo a diretora do Presipe, Rosenilda Severina da Silva, existem duas possibilidades preliminares. A primeira seria a escola se reestruturar e conseguir mais alunos, de forma que as mensalidades possam custear o aluguel do prédio. A direção do Paraná Previdência estipulou R$ 2,8 mil mensais, mas, segundo Rosenilda, os pais de alunos não teriam como pagar esse valor.
O Presipe foi criado pelo Instituto de Previdência do Estado (IPE), e era mantido através de convênio com a secretaria de Estado da Educação. Em 2000 o IPE foi extinto. A partir daí, o prédio ficou vinculado ao Paraná Previdência e o Estado deixou de repassar dinheiro para a escola. Os pais de alunos, que pagavam anteriormente mensalidades simbólicas, passaram a custear integralmente a escola. Hoje, o Presipe tem 20 alunos. Cada pai paga R$ 175 por filho matriculado.
A segunda possibilidade seria a ajuda da Prefeitura de Londrina, que ofereceria outro imóvel para o Paraná Previdência. De acordo com a secretária municipal de Educação, Carmem Baccaro Sposti, a prefeitura irá realizar um levantamento de imóveis de sua propriedade que teriam valor semelhante ao do prédio do estabelecimento de ensino.
A presidente da Associação de Pais e Mestres da instituição, Ana Maria Cruz Naves do Nascimento, lembra que o Presipe já teve mais alunos, mas muitos pais preferiram retirar seus filhos da escola devido à indefinição decorrente da ação na Justiça, que foi ingressada em 2001. ''Naquela época, eram 160 alunos. No início deste ano, eram 35'', explica João Luiz Baggio, pai de aluno.
O imóvel pertence ao Fundo de Previdência dos Funcionários do Estado, por isso não é permitida, por lei, a cessão do imóvel à escola, sendo obrigatória a cobrança do aluguel.


