Direção do IAP afasta chefe do escritório de Guarapuava
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terça-feira, 25 de setembro de 2001
Cláudia Carneiro<br> De Guarapuava 
O diretor-presidente do Instituto Ambiental do Paraná (IAP), Mário Sérgio Raseira, anunciou ontem o afastamento do chefe do escritório regional de Guarapuava Celso Alves Araújo, que teve a prisão preventiva decretada no último dia 21 por suspeita de envolvimento em esquema de desvio de madeira apreendida em Rio Bonito do Iguaçu (125 km a oeste de Guarapuava).
De acordo com o presidente do IAP, o afastamento de Celso Araújo deve-se a gravidade dos fatos denunciados pelo Ministério Público de Laranjeiras do Sul, que envolveram o chefe do escritório e o fiscal André Barbosa, que já respondia processo administrativo por suspeita de extorsão. Segundo Mário Sérgio Raseira, Araújo foi afastado por ocupar cargo de confiança, de chefia. ''O instituto pretende oferecer a tranquilidade necessária a apuração dos fatos'', destacou.
Conforme Raseira, o IAP solicitou abertura de processo administrativo contra Celso Araújo à Procuradoria-Geral do Estado. O presidente do Instituto não soube dizer quando Araújo se apresenta à Justiça.
O novo chefe do escritório regional do IAP em Guarapuava é Robert Gordon Hickson, funcionário de carreira há 21 anos do IAP. Atualmente era o superintendente da Secretaria de Estado de Meio Ambiente, em Toledo. Ele fica no cargo até o fim do processo administrativo, que deve demorar 30 dias.
Ontem, a juíza Heloísa Gomes Gonçalves, de Laranjeiras do Sul, expediu o mandado de prisão preventiva do fiscal do escritório de Guarapuava do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais, Gil Breve do Prado. Segundo a polícia, o fiscal está sendo acusado de conivência com o esquema de desvio de madeira apreendida em Rio Bonito do Iguaçu. Até o início da noite, Prado não havia sido preso.


