Para que o sistema de referenciamento funcione, a resolutividade das Unidades Básicas de Saúde de Londrina precisa aumentar. A opinião é do superintendente do Hospital Universitário, Francisco Eugênio Alves de Souza. Ele explicou que a redução do número de leitos cadastrados no pronto-socorro durante a reforma vai exigir uma mobilização dos funcionários.
De acordo com o superintendente, ainda são comuns casos de encaminhamentos de casos que poderiam ser solucionados nas unidades, apesar de não configurarem urgência ou emergência. ''As unidades básicas ainda encaminham, por exemplo, um paciente com tosse porque não têm um aparelho de raio-X, mas não é uma sistuação de emergência. Mas também há procura espontânea'', explicou.
Uma equipe de verificação de risco vai fazer a avaliação dos pacientes que chegarem ao PS. A partir de segunda-feira, serão atendidos apenas os casos encaminhados pelo Samu, Siate e Central de Leitos. ''Vamos orientar os pacientes a procurarem outras unidades'', alertou.
Francisco Eugênio disse que a reforma vai proporcionar a redução do número de leitos a partir de agosto, quando o PS será transferido para uma ala onde hoje funciona um ambulatório. Hoje, são 49 vagas nos prontos-socorros. A obra vai diminiuir essa quantidade para 28.
O superintendente disse que os municípios vizinhos, que usualmente mandam pacientes para o HU, também estão sendo avisados das mudanças. O espaço da antiga ala femininina também deverá ser usado para ampliar o número de vagas.
O resultado da reforma, que começou em janeiro, de acordo com o superintendente, será a melhoria da qualidade do espaço do pronto-socorro.(Fernando Rocha Faro)

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