Direção de parque paga fornecedores com atraso
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sábado, 14 de novembro de 1998
Edna Mendes 
Embora seja a unidade de preservação ambiental que mais arrecada recursos no País, chegando a atingir no ano passado uma receita de R$ 5,5 milhões, o Parque Nacional do Iguaçu passa por dificuldades financeiras e ameaçou fechar os portões porque não recebia R$ 100 mil do Ministério do Meio Ambiente para saldar dívidas com empresas privadas que prestam serviços.
O Ministério do Meio Ambiente que faz o repasse de verba aos parques nacionais, há três meses não transferia recursos ao Parque Nacional do Iguaçu, alegando dificuldades no orçamento. Com isso os serviços de limpeza, vigilância, manutenção e bilheteria estavam sendo comprometidos.
Ontem, depois que as empresas deram um prazo de 15 dias para que o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) efetuasse o pagamento, caso contrário iriam paralisar os serviços, o Ministério do Meio Ambiente repassou a verba necessária para o pagamento das dívidas.
Segundo o diretor do Parque Nacional do Iguaçu, Julio Gonchorosky, a verba enviada pelo Ministério só quita os compromissos atrasados. Para este mês não há previsão de envio de novos recursos. Começa agora outra batalha. Não sabemos se teremos verbas para as próximas dívidas, disse.
De acordo com a direção do parque, o Ministério do Meio Ambiente também não está cumprindo a determinação de deixar com os parques nacionais 50% do que eles arrecadam. Gonchorosky informou que, em média, fica para o parque entre 25% e 30% do valor arrecadado. Esse dinheiro é suficiente para manter o parque, mas não dá para melhorar a infra-estrutura dele, explicou.
Na segunda-feira, o Ibama vai abrir as propostas das empresas que participam do processo de licitação para a exploração de serviços no Parque Nacional.


