Lino Ramos
De Londrina
Especial para a Folha
A diretora-geral do Hospital da Zona Sul, em Londrina, Akiko Nagao, disse ontem aos membros do Conselho de Saúde da Região Sul e Conselho popular de Mulheres da Região Sul que o pronto-socorro da instituição não irá fechar por causa da exoneração de servidores.‘‘ A preocupação é válida mas se conseguirmos colocar outras pessoas no lugar não há necessidade de fechar o PS’’, garantiu.
Desde 1º de julho um auxiliar de enfermagem e um auxiliar de laboratório trocaram o HZS pelo Hospital Universitário. O problema ocorreu depois que a Secretaria Estadual de Administração proibiu o duplo vínculo empregatício.
Membros das entidades dizem que o hospital já trabalha no limite e a falta desses funcionários pode comprometer o atendimento de urgência. Ontem, um técnico do laboratório de raio X também entregou sua exoneração à direção do HZS.‘‘ Estou optando pelo HU porque lá sou concursado. Vou trabalhar mais porém é mais seguro’’, comentou o funcionário, que não quis ser identificado.
Ontem, de manhã, a diretora do Hospital, Akiko Nagao, apresentou às lideranças comunitárias um novo auxiliar de laboratório contratado pelo Consórcio Intermunicipal de Saúde do Médio Paranapanema (Cismepar). A saída de um auxiliar de enfermagem está sendo compensada com horas extras de outros funcionários. Nagao disse ainda que Cismepar está providenciando a substituição para o funcionário do raio X. A informação foi confirmada pela chefe do setor de recursos Humanos do Cismepar, Maria Elizabethe Rodrigues Gonçalves. ‘‘Até quarta-feira o problema estará resolvido’’, garantiu.
O presidente do Consul, Nelson Cardoso, não saiu tranquilo do encontro. ‘‘O hospital já funciona no limite e as baixas preocupam’’, comentou. Rosalina Batista, do Conselho de Mulheres da Região entende que não houve avanço. ‘‘A população está indo muito na farmácia. Pra mim, a administração do hospital está brincando com a saúde’’, acusou.
Akiko Nagao reconhece que seria interessante para o hospital ter mais dois auxiliares de enfermagem para cobrir férias ou licenças mas nega que falta empenho para resolver o problema. ‘‘Tenho ofícios mostrando que estou cobrando soluções desde o mês passado. Não tenho força para fazer contratações,’ alega. Ontem, as entidades da região pretendiam marcar uma audiência com o prefeito Antonio Belinati para pedir apoio à novas contratações.

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