Direção de escola nega cobrança de taxa
Mauricio Della Barba
De Londrina
A diretora do Colégio Estadual Professor Vicente Rijo de Londrina, Vera Akaichi, defendeu-se ontem contra a possível exigência do pagamento da taxa de contribuição da Associação de Pais e Mestres (APM) para a efetivação de matrículas na escola. Ela é importante e necessária, mas não é obrigatória e também não deve impedir a matrícula das crianças, disse.
Vera fez questão de salientar que não tem responsabilidade pelos atos praticados pelo presidente da APM, Edmilson Montenegro Júnior. Toda a adminstração da escola, econômica e pedagógica, é feita pela diretoria. Não impedimos a matrícula de ninguém por causa de taxas.
A diretora também afirmou que Edmilson pedia a contribuição de forma um tanto quanto diferente: Ele pede aos pais para que preencham e assinem uma ficha, colocando o quanto ganham e como e em quantas parcelas podem pagar a taxa.
Vera também rebateu a afirmação de Montenegro Júnior, que havia dito que a APM era responsável por toda parte administrativa da escola. Ela (a APM) é somente um órgão de apoio na adminstração e não tem poder nenhum de decisão. Todas os projetos do colégio são decididos em conjunto com a diretoria e o Conselho Escolar, argumentou a diretora do Vicente Rijo. O Conselho Escolar é formado por representantes dos professores, pais, alunos e da comunidade.
Vera disse que o problema maior está nos recursos do governo do Estado destinados à escola. Nenhuma escola consegue sobreviver somente com a verba enviada pelo Estado. Nós temos sempre que correr atrás de ajuda para continuar funcionando, alertou. Segundo a diretora, o Colégio Vicente Rijo gasta mensalmente cerca de R$ 12 mil para se manter. O governo do Estado só repassa R$ 2,4 mil. O restante é oriundo da nossa cantina, outdoors, placas, promoções e contribuições de pais e professores, informou.
A exigência da taxa (de R$ 15,00), denunciada por pais em uma reportagem da Folha na edição do último sábado, levou o Ministério Público a abrir um inquérito policial para investigar o caso. Na ocasião, o presidente da APM, Edmilson Montenegro Júnior, disse que não iria conceder isenção da taxa. Montenegro Júnior voltou atrás na declaração e desmentiu que fizesse a exigência. Para o promotor da 2º Vara Criminal de Londrina, Miguel Sogaiar, que abriu o inquérito, a cobrança de taxas em escolas públicas é ilegal e criminosa.





