Direção da Santa Casa nega cobrança de pacientes do SUS
Nosso pronto-socorro é para atender casos de urgência e emergência. Não é nossa obrigação atender casos ambulatoriais, como fazer aplicação de injeções. Mesmo assim o paciente seria atendido. E não cobraríamos nada por isto, nem pela seringa. Ele só não foi atendido porque se exaltou e agrediu verbalmente a nossa funcionária. Mas depois se acalmou, voltou e foi atendido. Esta é a versão da diretora-administrativa da Santa Casa de Cambé, Izabel Aparecida da Silva, para o incidente.
Ela diz que não houve a intervenção do secretário municipal de Saúde, Antonio Freitas, para que o aposentado Sebastião Romão fosse atendido. Estávamos atendendo pessoas feridas em acidente. Não somos aplicadores de injeção. Mas o aposentado se recusou a esperar um pouco e ficou nervoso, afirma Izabel da Silva. Ela nega ainda a existência da tabela de preços para usuários dos serviços cobertos pelo SUS.
O secretário Antonio Freitas confirma que telefonou para a recepção da Santa Casa, exigindo o atendimento. Infelizmente, nossos postos de saúde ainda não funcionam mesmo nos finais de semana. Mas o pronto-socorro do hospital tem a obrigação de atender a todos os nossos pacientes, independente da urgência. E não pode cobrar por seringa e por nenhum outro atendimento em nenhuma hipótese. O.C.





