Érika Pelegrino
De Londrina
O presidente da Companhia Municipal de Urbanização (Comurb) de Londrina, Kakunen Kyosen, negou ontem que existam irregularidades nos contratos da Tâmara Serviços Técnicos Ltda. e da Principal Vigilância firmados com a companhia no final do ano passado, para prestação de serviços durante quatro meses.
A Promotoria de Defesa do Patrimônio Público recebeu informações de que havia irregularidades no contrato destas duas empresas com a Comurb. ‘‘Estamos investigando para saber se realmente os serviços para os quais estas empresas foram contratadas não foram feitos de forma integral e regular, conforme as informações que temos’’, disse o promotor Cláudio Esteves, da Procuradoria de Investigações Criminais (PIC) que está investigando os contratos junto com o promotor de Defesa do Patrimônio Público, Bruno Galatti.
A Tâmara e a Principal receberam cada uma R$ 40 mil para prestar serviços de vigilância e limpeza no Estádio do Café e no Autódromo Internacional Ayrton Senna. Kakunen negou as irregularidades e disse que a Diretoria de Operações é que, após fiscalizar o cumprimento dos serviços, libera o pagamento para as empresas. Ele afirmou ainda que as notas de pagamento foram assinadas pelo gerente administrativo João Batista.
A diretora de operações da Comurb, Lúcia Brandão, afirmou não se lembrar de como foram os procedimentos da companhia com estes contratos. Segundo a assessoria de imprensa, são muitos serviços prestados pela Comurb e estes contratos estariam sendo investigados. ‘‘Eu fiz as investigações internas e verifiquei que não existe nenhum problema com os contratos, os serviços foram feitos e foram pagos’’, afirmou Kakunen Kyosen.
A Comurb mantém outros contratos com a Tâmara e a Principal, para a prestação de serviços como vigias nas cancelas das linhas férreas, copa, vigilância armada em seis terminais de transporte coletivo, zeladoria, portaria do estacionamento da sede da companhia. O promotor Claudio Esteves afirmou ontem que estes contratos também serão investigados por ele e pelo promotor Bruno Galatti.
Ao ser questionado se o fato de a Tâmara estar envolvida em denúncias de irregularidades em contratos com a Autarquia Municipal do Ambiente (AMA), não seria o suficiente para a Comurb suspender contratos com a empresa, por falta de credibilidade, Kakunen afirmou que a Comurb já tinha contrato com a Tâmara antes do caso da AMA. Ele afirmou que a empresa sempre prestou os serviços para a companhia corretamente.

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