Dipol adapta projeto de modernização da aduana
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quarta-feira, 08 de janeiro de 1997
Montezuma Cruz Sucursal de Foz do Iguaçu 
A Divisão de Programação e Logística (Dipol) da 9ª Região Fiscal está adequando o projeto de modernização da aduana da Ponte da Amizade às instalações físicas do antigo prédio. Só depois disso é que as obras poderão ser iniciadas. A informação foi dada ontem à Folha pela Dipol. Porém, a divisão promete cumprir o cronograma da obra que prevê a conclusão das novas instalações no início do segundo semestre deste ano.
Com recursos de R$ 1,4 milhão, a Receita alargará os acessos para pedestres nos 2 sentidos, fará estacionamentos para ônibus e carros de passeio, e reformará antigas instalações. A delegada da Receita, Maria Angélica Toledo de Castro, espera a licitação das obras ainda para este mês.
O tão esperado túnel dos sacoleiros receberá na altura do obelisco da ponte as pessoas que retornam das compras em Ciudad del Este. Elas descerão ao subterrâneo por uma rampa. A escavação está sendo minuciosamente projetada, para evitar transtornos no tráfego de veículos e pedestres.
Até o final do ano, empresários e outros usuários da ponte estavam preocupados com a possível interdição do tráfego na Zona Primária. A delegada tranquilizou-os, afirmando que a medida não será necessária.
Atualmente, os sacoleiros que não recolhem imposto sobre o excedente da cota de US$ 150,00 deixam a ponte, seguindo pelo lado direito da aduana. O túnel vai levá-los diretamente aos caixas do Banco do Brasil, que funcionam no velho prédio da Receita.
Maria Angélica disse que o governo Federal espera realizar na ponte um trabalho completo. Vamos proporcionar qualidade aos serviços prestados pela Receita e os órgãos que atuam na alfândega.
No começo do ano passado, a Receita começou a preparar os compristas para o futuro. Lançou o formulário de auto-declaração de bagagem (DBA), preenchido pelo próprio contribuinte, evitando que ele passasse pela fiscalização. Mas houve queixas: os caixas do Banco do Brasil foram insuficientes nos dias de grande movimento. Uma empresa estabelecida em Ciudad del Este colocou um toldo numa extensão de mais de 100 metros, para proteger os sacoleiros do sol e da chuva.
Siscomex Cerca de 600 caminhões com cargas procedentes da Argentina aguardam em Foz do Iguaçu a regularização do Sistema Integrado de Comércio Exterior (Siscomex) de Importação. O chefe substituto da Estação Aduaneira de Fronteira da Receita Federal, Rudney da Costa Lima Souza, informou que os últimos procedimentos legais foram tomados e só resta o desembaraço da informática.
As cargas argentinas entram no País pela Ponte Tancredo Neves. Arroz, algodão, alho e óleo vegetal estão na fila, que se estende pela BR-277 e Avenida Tancredo Neves. Esses produtos dependem de autorização do Departamento de Comércio Exterior para entrar no País. Segundo o despachante aduaneiro Mário Alberto Camargo, do Escritório Exacta, somente carregamentos de frutas argentinas - maçã, pera, nectarina, pêssego - escapam da fila, porque independem da licença de importação (LI). Lamentavelmente, temos LIs pendentes há 72 horas, acrescentou ele.


