Diplomas 'amarelam' em gavetas da UEL
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quinta-feira, 12 de outubro de 2006
Luciano Augusto<br> Reportagem Local 
Por volta de 400 pergaminhos amarelados pela passagem do tempo repousam no fundo das gavetas da Pró-Reitoria de Graduação (Prograd) da Universidade Estadual de Londrina (UEL). São diplomas de ex-alunos que concluíram seus cursos entre 1964 e 1996 que até agora não foram retirados. Alguns têm quase a idade da instituição, que completa 35 anos este ano. O documento, que não tem prazo de validade, é a prova inconteste de que tal pessoa se habilitou para exercer determinada profissão e a chave que abre as portas para o mercado de trabalho.
A Prograd pretende apurar as causas desse esquecimento, já que estas informações poderão ajudar a aprimorar o serviço. A pró-reitora de graduação de UEL, Maria Aparecida Vivan de Carvalho, especula que o mais provável é que o formando esqueceu o certificado porque optou por seguir outra profissão.
A chefe de divisão de diplomas da Prograd, Maria Salete Romero Lautenschlager, revelou que existem diplomas que permanecem nas gavetas da UEL desde 64. Um dos mais antigos é de uma descendente de japoneses formada em Geografia em 1967. Existem certificados
abandonados de praticamente todos os cursos. Ela destacou que boa parte está em dívida com a taxa de R$ 90,00, cobrada para retirada do documento.
Ela destaca sem o certificado é como se a pessoa não tivesse concluído um curso de ensino superior. Um formando em Direito, por exemplo, não consegue seu registro da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). O mesmo acontece com o o registro no CRM para os Médicos, no CRO para os dentistas, no Ministério do Trabalho (MTb) para os formados em Comunicação. Os graduados sem diploma também ficam impossibilitados de participarem de concursos públicos. Segundo a chefe de divisão de diplomas, a UEL forma por ano, em média, mais de 2,5 mil alunos. Só em 2005, foram 2,656 formandos e neste ano a previsão é que 2.840 graduandos concluam seus cursos.


