Mário CésarObras suadasO secretário Martins de Oliveira ontem em Londrina: promessas de desafogar sistema penitenciário estadualO secretário de Segurança Pública do Paraná, Cândido Martins de Oliveira, repetiu ontem o mesmo discurso das entidades civis de Londrina que discutem o problema da segurança. Para ele, a única solução para a superlotação dos distritos policiais - que gera fugas e rebeliões, como a que aconteceu ontem de manhã no 3º DP - é a conclusão da Prisão Provisória (prevista para abril) e a construção da Cadeia Pública. ‘‘E esse não é só um problema de Londrina. É um problemas de todas as cidades do Brasil’’, disse Oliveira.
Ele destacou que, no Paraná, a situação foi agravada porque, nas últimas duas administrações estaduais, houve poucos investimentos na área. ‘‘Os governos anteriores investiram praticamente zero.’’ Sobre a rebelião de ontem, o secretário disse apenas que acompanhou com atenção, até o desfecho final. ‘‘Já foi tudo controlado. A informação que tenho é que o motivo foi de um atrito interno, entre próprios os presos.’’
O secretário reafirmou ainda que os R$ 2,8 milhões da obra da Cadeia Pública estão previstos no projeto orçamentário deste ano e que a licitação depende apenas da Secretaria de Obras. Apesar disso, explicou, o processo só não foi deflagrado ainda porque o dinheiro só foi disponibilizado este mês. ‘‘É uma cautela (tomada pela Secretaria de Obras) que, em termos administrativos, se justifica.’’
A Cadeia Pública deve custar cerca de R$ 3 milhões, com recursos previstos do orçamento dos governos estadual (R$ 2,8 milhões) e federal (R$ 400 mil). Poderá abrigar 292 presos.
Cândido de Oliveira garantiu também que a situação da segurança no Paraná tem melhorado nos últimos quatro anos com a abertura de novas vagas. Entre outras obras, ele apontou, está a construção de penitenciárias em Maringá e Guarapuava, além da aprovação para a construção de uma outra em Cascavel. Sem contar as obras em Londrina. ‘‘Até o começo do próximo ano vamos abrir mais três mil vagas e desafogar o sistema penitenciário’’, assegura.

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