Curitiba - O desperdício de remédios é um assunto que preocupa a advogada Yara D'Amico. No orçamento dela, o gasto com medicamentos pesa, mas muitas vezes pílulas e xaropes vão parar no lixo.
''Um exemplo são os antiinflamatórios que em geral não se toma por mais de cinco dias. Como não tenho como comprar na quantidade certa, o que sobre invarialvelmente vai fora'', conta.
Yara relata que nunca conseguiu comprar medicamentos fracionados. ''A única forma de fazer na quantidade certa é manipulando'', indica. ''Mas se é uma medicação usual, acabo comprando na farmácia mesmo'', diz.
Há casos de remédios que até voltam a ser usados por ela, mas que mesmo assim não permitem o reaproveitamento do que sobrou do tratamento anterior. ''Quando a medicação é líquida, o próprio médico recomenda que não use o frasco já aberto'', explica.
Antes de descartar os remédios que sobram, Yara sempre tenta investigar se há como doar para asilos ou organizações sociais. Mas, sem sucesso, o destino final dos remédios acaba sendo o lixo mesmo. (R.C.F.)

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