Dinheiro e pressão
de pais complicam
escolha de curso
‘‘Geralmente quando tem que fazer a escolha de um faculdade, a pessoa fica perdida entre o coração e as expectativas que os pais projetam’’, diz a psicóloga Renata Graner. Formada pela Universidade Estadual de Londrina (UEL), Graner desenvolve trabalhos sobre orientação vocacional com jovens e adultos há mais de dois anos.
A psicóloga lembra que, além da pressão dos pais, outra preocupação constante do jovem é escolher um curso que dará, no futuro, bom retorno financeiro. Isso, muitas vezes, também acaba atrapalhando na escolha. ‘‘A pessoa, na verdade, sabe o que ela quer. Aí vem o pai, e ela balança para um lado; vem o dinheiro, balança para o outro. E esta é uma fase complicada, porque o jovem já está vivendo o próprio conflito da adolescência. A escolha da profissão representa a entrada do jovem no mundo adulto.’’
Segundo a psicóloga, o trabalho de orientação vocacional, ao contrário do que muitos pensam, não é um teste que dá resposta pronta. Esse tipo de avaliação vai mostrar ao estudante um caminho para que ele possa descobrir sozinho o que realmente quer. ‘‘A gente procura trabalhar algo mais amplo, em vários encontros, através da dinâmica de grupo’’, diz
Renata Graner afirma que muitas vezes o adolescente cria fantasias em relação a determinadas profissões - e a diferença entre o que ele pensa e a realidade é muito grande. Daí a decepção quando acontece uma escolha errada. Quando não abandona o curso, fatalmente vai se transformar num profissional insatisfeito. Ainda que não necessariamente um mau profissional. ‘‘A escolha reflete em tudo. Porque a profissão vai determinar, por exemplo, desde como a gente se veste até as nossas amizades.’’
Em setembro, Renata Graner estará ministrando curso sobre vocação profissional no Sesc da rua Fernando de Noronha (área central). Mais informações pelo fone (043)324-4949.

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