A reclamação da maioria das prostitutas é uma só. Precisam ganhar dinheiro para sustentar os filhos e, as vezes, até a família. Uma das sete mulheres que fazia programa na boate ‘‘UTI da Cerveja’’, Elizabeth Medeiros, 21 anos, conta que tem dois filhos morando com a mãe dela em Foz do Iguaçu.
C., 20 anos, também de Foz, vive em boates há um ano e com o dinheiro da prostituição se mantém e paga uma mulher para cuidar do filho, de um ano e meio. A família dela não sabe de nada. C. disse que recorreu à prostituição por não ter conseguido outro tipo de trabalho que garantisse sua sobrevivência. Nas boates, as prostitutas ganham abrigo e alimentação. Em troca, têm de atrair fregueses e fazê-los beber bastante ou pagar bebida para elas. A bebida custa até três vezes mais que o normal. Um programa custa, em média, R$ 50,00.

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