Dinheiro de assalto seria para sem-teto em S.Paulo
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segunda-feira, 28 de abril de 1997
Sucursal de Cascavel 
ASSIS CHATEAUBRIAND - A Polícia de Assis Chateaubriand (87 quilômetros ao norte de Cascavel) apresentou ontem os cinco integrantes da quadrilha que assaltou sexta-feira a agência local do banco HSBC Bamerindus, levando R$ 25.923,00. Três deles haviam sido presos no final da tarde de sexta-feira e os outros dois no sábado.
Elias Heriberto Rodrigues, 27 anos, apontado como chefe da quadrilha, disse à imprensa que usaria o dinheiro para ajudar os chamados sem-teto de São Paulo, que invadem terrenos urbanos. Porém, no depoimento, a polícia não registrou a afirmação.
Os assaltantes, todos de São Paulo, foram presos depois de cerco feito por PMs e troca de tiros. Os outros presos são Edjalma Barbosa Silva, 27 anos, Luiz Cipriano de Oliveira, 42, José Conceição, 24, e Gilvan Pereira de Souza, 24 anos. Elias foi preso quando telefonava para amigos, de Umuarama, que não tinham envolvimento no assalto. O dinheiro roubado do banco estava com Gilvan, o último a ser preso.
Elias contou à imprensa uma história confusa, dizendo já ter participado de invasões de terrenos na cidade de São Paulo e, como responde a processo, usaria o dinheiro para pagar advogado e apoiar o movimento de invasões. Os outros assaltantes não sabiam do assunto, segundo Elias.
Na conversa com repórteres de rádio, a expressão sem-teto acabou sendo confundida com sem-terra e até o nome do MST apareceu, como beneficiário do assalto. No entanto, o escrivão Antônio Lourenço Lulu relata que em nenhum momento ele citou sem-teto, sem-terra ou MST no depoimento formal. Segundo o escrivão, Elias se limitou a dizer que só falará em juízo.
Entre os cinco presos, Elias e Luiz Cipriano de Oliveira são os únicos com passagem anterior pela polícia. Todos disseram que resolveram fazer o assalto por que estavam desempregados.


