As três bananas de dinamite (TNT) encontradas quarta-feira por agentes da Prisão Provisória de Londrina (PPL) seriam suficientes para abrir um buraco no muro, por onde os presos teriam acesso à rua. Os explosivos foram localizados no fundo falso de uma vasilha de macarronada endereçada ao preso Carlos Alberto Rosa, o ''Carlinhos''.
O comandante do Grupo de Operações Especiais (GOE), Marcelo Israel da Costa Vieira, analisou o material e concluiu que os 300 gramas de dinamite poderiam destruir tudo num raio de 10 metros. Segundo o policial, esse material é fiscalizado pelo Exército e só pode ser vendido a pessoas jurídicas - como pedreiras por exemplo - que tenham feito curso de manuseio de explosivos e que possuam autorização de uso. O material está acondicionado numa geladeira do Instituto de Criminalística de Londrina, onde deve ser analisado e depois detonado.
Os explosivos foram encontrados com Adriana Gonçalves Leite, mulher de Carlinhos. Ela foi autuada em flagrante e liberada depois de pagar fiança de R$ 100,00. Ontem, a Folha tentou falar com Carlinhos, mas ele disse que esse assunto ''já era coisa do passado''.
Ao diretor da PPL, João Aquino de Almeida, Carlinhos contou que sua mulher comprou o material no Paraguai. ''Ele disse que viu (o uso de explosivos) em outra cadeia e tentou copiar.'' Segundo Almeida, o assaltante já teria conseguido fugir de uma cadeia em Foz do Iguaçu.
Almeida comentou que é comum as visitas tentarem ''ajudar'' na fuga dos presos, tentando passar celulares, facas e outros objetos. Esta é a primeira vez que explosivos são encontrados no trabalho de revista dos visitantes.
O diretor, no entanto, descartou a possibilidade de fuga, já que para destruir o muro, o preso teria que conseguir sair da cela, atravessar o pátio e cortar uma tela. A última tentativa de fuga na PPL foi registrada em junho, quando alguns presos tentaram fugir cavando um túnel.

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