Diminui superlotação nos hospitais públicos
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quarta-feira, 26 de maio de 2004
Fernando Rocha Faro<br> Reportagem Local 
Após enfrentar superlotação e ter os prontos-socorros (PS) fechados nos últimos dias, o clima mais seco registrado ontem diminuiu o movimento nos hospitais públicos de Londrina. Os problemas respiratórios permanecem como principal causa de enfermidade dos pacientes. Apesar de o atendimento ser normal nos PS na maioria das instituições, os hospitais Universitário (HU), Zona Norte (HZN) e Zona Sul (HZS) e a Santa Casa ainda trabalham acima do limite de leitos.
O pronto-socorro do HZN ficou fechado somente das 11 às 13 horas. A taxa de ocupação dos leitos foi total. Além dos 56 da internação, 25 cirúrgicos, 18 da clínica médica, 12 da pediatria, um do setor de isolamento, 12 da observação e 12 macas foram usados para internar pacientes. ''Após o início do frio, a procura no setor de pediatria aumento 130%. Infelizmente, (a superlotação) está virando uma rotina'', lamentou o diretor-geral Paulo Roberto Gutierrez.
No HZS, a lotação atingiu os 41 leitos de internamento, dez do pronto-socorro e dez do setor de observação. ''Excedemos a capacidade de internamento em quase 50%'', constatou o diretor-administrativo Elzo Carrieri. O PS permaneceu aberto, inclusive para emergências do Transporte Emergencial Centralizado (TEC) e do Siate. No final da tarde de ontem, a Santa Casa estava com 40 pacientes em 18 vagas de internamento. O atendimento no PS foi normal.
A situação mais complicada foi enfrentada pelo HU, cujo PS Médico teve atendimento suspenso das 12h30 até 22 horas, quando seria feita nova avaliação para possível reabertura. Os 38 leitos dos PS Clínico, Cirúrgico, Ortopédico, Obstétrico e Pediátrico e as sete vagas da sala de espera além das macas de corredor estavam preenchidos. Casos de urgência e emergência eram atendidos normalmente.


