Diminui procura por carteira de trabalho
Luciana Pombo
De Curitiba
O movimento na Delegacia Regional do Trabalho (DRT), em Curitiba, começou tranquilo durante os primeiros dias deste mês. Ao contrário de julho, quando muitos trabalhadores fizeram filas em frente à DRT e muitos não conseguiram ser atendidos, ontem o atendimento foi normal. Quando as portas foram abertas, as 6 horas, poucas pessoas estavam na fila. Os trabalhadores puderam esperar sentados o atendimento até às 8 horas.
A estudante Milene Tatiana da Penha, de 16 anos, disse que acordou antes das 5 horas. Esta foi a segunda vez que ela foi tirar a carteira. No mês passado, por causa do intenso movimento, ela não conseguiu ser atendida. Tive dificuldades para tirar a carteira e pensei que teria novamente, não quis arriscar, disse ela.
O confeiteiro José Nilson Rodrigues Chaves, de 27 anos, chegou a dormir ao lado da namorada enquanto aguardava o atendimento. Achei que iria ter que enfrentar fila, por isto resolvi acordar cedo e vir, adiantou ele. O confeiteiro tentou retirar a carteira de trabalho na semana passada, mas quando chegou todas as senhas para o dia já tinham sido entregues.
Débora Dutra de Oliveira, estudante de 16 anos, disse que acordou às 4h30. Moro na Vila Oficinas e ouvi dizer que teria que enfrentar uma fila terrível, por isto acordei cedo, contou ela.
Já a estudante Josiane Policarpo da Silva, de 18 anos, chegou após a abertura das portas. Ela achou que o atendimento seria rápido. Não me preocupei com nada, sabia que seria fácil tirar a carteira, apesar de ter que esperar quase duas horas para ser atendida, disse ela.
O assessor de imprensa da DRT, Luís Alberto Paixão, disse que a diretoria não quer falar sobre a expedição de carteiras de trabalho no Paraná. De acordo com ele, são feitas cerca de 800 documentos por dia no local. Estamos fazendo tudo o que podemos para evitar filas, mas nem sempre é possível, informou ele.
De acordo com o vigilante da DRT, Edmilson da Silva Marcelino, o limite de senhas por dia é de 120. Quando este limite é esgotado, as pessoas são orientadas a voltar na manhã do dia seguinte, afirmou ele. Durante os meses de férias, de acordo com ele, as filas aumentam. No mês de julho chegou a faltar senha, contou.





