Diminuem casos de dengue
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 27 de janeiro de 2004
Fernando Rocha Faro<br> Reportagem Local 
Quarenta por cento das armadilhas contra o mosquito da dengue (ovitrampas) coletadas na primeira quinzena de janeiro em Londrina estão livres de infestação do Aedes Aegypti. Por outro lado, dois pólos nas Zonas Oeste e Sul apresentam índice alto de presença do mosquito. Os resultados vão servir para direcionar o trabalho das equipes de combate à doença.
De acordo com o chefe da 17 Regional de Saúde, Gilberto Martin, a estratégia está sendo guiada pelas estatísticas fornecidas com a coleta das armadilhas. Nos casos de alta infestação, registrados nos conjuntos União da Vitória (Zona Sul) e Santiago (Zona Oeste), as ações são mais abrangentes.
O bloqueio atinge uma área num raio de 300 metros do foco; todas as casas são visitadas por agentes e os criadouros, identificados e removidos. Outras ações são aplicação de larvicida e reforço na orientação aos moradores.
Segundo o setor de epidemiologia da secretaria municipal de Saúde, o índice registrado no último relatório de infestação, divulgado em dezembro, é de 1,79%. De acordo com o Ministério da Saúde, uma estatística acima de 1% já oferece risco de aparecimento de casos. O próximo relatório, que é elaborado com base em visitas a 10% dos domicílios da cidade, será divulgado em 20 dias.
O relatório indica também os principais causadores de focos: garrafas, latas e plásticos (39,71%), vasos de plantas (18,86%), outros (14%), pneus (3,71%), recipientes naturais (2%) combinação de vários causadores (1,14%). Para Sônia, como só dois em cada cem recipientes são naturais, ''é mais fácil realizar o combate ao foco''. ''Desde que todo mundo colabore'', completou.
Londrina está completando seis meses sem registrar casos autóctenes (domésticos) de dengue. O caso mais recente, em novembro de 2003, foi de um paciente contaminado em outro Estado.
De acordo com dados da secretaria, desde o dia 4 de janeiro até ontem, 120 casos suspeitos haviam sido notificados na cidade. Vinte deles, no entanto, já foram descartados. O restante está em fase de investigação laboratorial, feita no Hospital Universitário. Em janeiro do ano passado, a cidade havia notificado 604 e confirmado 427 casos da doença.


