Curitiba A dona de casa Maria José Freire, de 68 anos, convive há décadas com um problema de saúde na família. Católica praticante, a dona de casa aproveitou ontem Dia de São Judas Tadeu para visitar a única igreja de Curitiba que leva o nome do santo das causas impossíveis. ``É a primeira vez que venho aqui, hoje em dia está difícil conseguir as coisas e temos que nos apegar à fé``, disse. Assim como ela, milhares de fiéis visitaram a paróquia ontem para deixar pedidos e fazer orações.
A paróquia fica na Vila Hauer e mensalmente realiza missas em homenagem ao santo. Mas é em outubro, mês em que Judas Tadeu foi morto, que a igreja recebe a maior parte dos fiéis, vindos de todos os bairros, da região metropolitana e até mesmo de outros Estados. São cerca de 2 mil pessoas que assistem as missas celebradas durante o dia e à noite.
``A vida está mais difícil e as pessoas ficam mais devotadas``, analisa a secretária da paróquia, Bernadete de Oliveira. Ela revela que a maioria dos pedidos é relacionado a problemas de saúde e desemprego. ``Acho que nunca fiz um pedido impossível porque todos os pedidos que fiz foram atendidos``, diz.
A imagem de São Judas Tadeu tem a Bíblia na mão direita e uma machadinha na mão esquerda, simbolizando a maneira como foi morto no dia 28 de outubro do ano 70 depois de Cristo. Ele foi um dos 12 apóstolos e primo de Jesus Cristo e evangelizador no Oriente, onde foi martirizado.
A devoção ao santo foi resgatada principalmente no século 20, depois da Segunda Guerra Mundial. Seu grande poder de intercessão teria sido revelado por Jesus, em uma aparição à Santa Brígida. Por isso, ele passou a ser conhecido como o santo das causas impossíveis. Atualmente seus restos mortais estão na Basílica de São Pedro, em Roma, na Itália.

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