''Até para fazer estágio me pedem experiência.'' A afirmação da estudante de Desenho Industrial da Unopar Nayara Solci, 19, revela uma das principais preocupações dos estudantes: a alocação no mercado de trabalho. Nayara optou por fazer cursos particulares já durante o primeiro ano de faculdade, o que a coordenadora do curso na Unopar, Lilia Rodrigues, considera o destino da maioria dos estudantes da área. Mesmo assim, ao chegar ao terceiro semestre na universidade, não consegue um estágio na área. ''Considero os cursos até mais produtivos do que os estágios, mas é importante ter experiência para conseguir um emprego depois'', afirma Nayara.
A caloura do mesmo curso Cláudia Tiemi Yamamoto, 20 anos, entrou há um mês na universidade e diz estar ''antecipando o conhecimento''. Como também não possui experiência na área, Cláudia espera que os cursos possam fazer a diferença na hora de conseguir um estágio. ''Tenho a oportunidade de me especializar e recebo mais dedicação do professor pela baixa quantidade de alunos'', conta.(F.G.)
Mas o mercado de Londrina não seduz as estudantes. Ambas querem sair da cidade ao se graduarem. Cláudia quer ir para São Paulo, por acreditar que será mais fácil se empregar em um grande centro, enquanto Nayara, que pretende trabalhar na área industrial, prefere Curitiba. Este é um caminho válido para o coordenador do centro Tecnocad, Sérgio Campinha. ''O mercado aqui pode não acolher todos os profissionais, mas a cidade produz bons designers'', afirma. (F.G.)

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