O diretor-geral do Instituto de Criminalística (IC) do Paraná, José Lourenço Bueno, disse que as dificuldades enfrentadas pela unidade de Londrina não é exclusiva. Segundo ele, desde o final da década de 70 o quadro de pessoal permanece o mesmo, com cerca de 150 peritos para todo o Estado. ''Infelizmente, o quadro precisa ser ampliado, precisamos do dobro de peritos, mas é preciso haver uma proposta do poder executivo para que a Assembléia Legislativa vote essa ampliação. Só então poderemos abrir concursos'', explicou.
Bueno acredita que o novo governo do Paraná vai olhar com atenção para o problema, principalmente porque o atual diretor da Secretaria de Segurança é um perito criminal. ''O problema é que é preciso um pouco de tempo, até acabar essa fase de transição'', afirmou. Além disso, segundo ele, o governador Roberto Requião (PMDB) está esperando que a Justiça julgue as duas ações diretas de inscontitucionalidade movidas contra o projeto que criou a Polícia Científica, separando o IML e o IC da Polícia Civil. ''Um delas, movida por um partido político, o Supremo Tribunal Federal já derrubou. Precisamos esperar a outra'', apontou.
De acordo com Bueno, o IC foi ''discriminado'' no governo passado. ''O Estado tem a sede e oito seções da Criminalística e, apesar das compras maciças de viaturas feitas nos últimos dois anos, recebemos apenas um veículo. A nossa frota própria é a mais antiga das polícias. Temos carros da década de 80 circulando. Uma das nossas viaturas mais novas é um Kadett 93''.
Segudo o diretor, se houvesse contratação de 50 peritos este ano a situação começaria a melhorar. ''Temos oito seções e precisamos de 15, com sedes, viaturas e equipamentos. Se viesse esses 50 este ano, mais 50 no ano que vem, seria bem razoável'', afirmou.

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