As investigações sobre os casos destas seis mulheres assassinadas em Londrina patinam em suspeitas que não encontram eco em provas. Passados quase cinco anos desde o primeiro crime, a Polícia não admite a possibilidade desses homicídios jamais serem desvendados mas concorda que a dificuldade em encontrar os culpados aumenta a cada avanço do relógio. Três dos inquéritos nem foram localizados.
O assassinato de Patrícia é investigado tanto pelo delegado do 6º Distrito, Algacir Ramos, quanto pela Promotoria de Investigações Criminais (PIC). Ramos diz que recebeu recentemente informações importantes. Ele acredita que o crime possa ter ligação com o uso de drogas, assim como Alan Flore, delegado da PIC.
Segundo Flore, indícios apontam que a adolescente foi morta em outro local, que mais de uma pessoa participou do crime, que o objetivo era verificar se a vítima estaria grávida e que quem a retalhou fez isso de forma profissional. Os suspeitos são um ex-funcionário do IML, um homem que estaria saindo com Patrícia e um outro que a conhecia e que foi visto limpando manchas de sangue em seu carro. A dificuldade, no entanto, estaria em refazer os elos que ligam os suspeitos à vítima.
Em relação às mortes de Elaine, Maria Flávia e Elida, todas ocorridas na Zona Oeste, os inquéritos não foram localizados na Polícia Civil nem na 1Vara Criminal. Mesmo assim, o delegado do 3º DP, Valdir Fernandes, garantiu que as investigações prosseguem. O delegado da Divisão de Homicídios, Joaquim Melo, informou que também investigou estas mortes e disse ter quase certeza que os três crimes tiveram um único autor. O delegado chegou a ouvir o suspeito, ''uma pessoa violenta mas sem traços aparentes de distúrbios mentais'', mas não conseguiu provas para ligá-lo às mortes. ''Cheguei a fazer perícia no carro dele - um Gol branco - mas nada foi encontrado'', observou.
Melo também conduz as investigações sobre a morte de Jenifer. ''Temos algumas suspeitas que estão sendo checadas, mas acredito que ela morreu por causa de alguma rixa envolvendo droga'', completou. Ele comentou que o esclarecimento de crimes envolvendo garotas de programa é difícil porque as testemunhas têm medo de dizer o que sabem. ''É complicado elas denunciarem porque estão correndo riscos todo dia e não têm segurança nenhuma nas ruas'', concluiu o delegado.
No 5º DP corre o inquérito que apura a morte de Silvana, sob responsabilidade do delegado Antônio do Carmo. O crime aconteceu em junho de 2004 e, assim como os demais, ainda não se sabe quem o praticou.
Quem tiver informações sobre estes crimes que possam ajudar a polícia pode ligar, anonimamente, para o 197 da Polícia Civil ou para a redação da Folha, no número 3374-2175.

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