A direção da escola estadual João Sampaio pode encontrar sérias dificuldades para contratar um professor de informática. Segundo o coordenador da Informática na Educação, do Núcleo Regional de Educação, professor José Cordeiro Filho, a grade curricular do Estado não prevê aulas de computação para alunos de primeira a 8ª série.
Como, teoricamente, a disciplina não existe, afirma, o Estado não tem meios para criar a vaga de professor. ‘‘A diretora foi orientada a elaborar um projeto a ser encaminhado à Secretaria de Educação, para tentar se encaixar em algum dos programas existentes’’, informou.
Hoje apenas o currículo de alguns cursos profissionalizantes, como o de contabilidade, contam com a disciplina de computação. A situação deve mudar com a implantação do Projeto Estadual de Informatização na Educação (Peie), lançado este ano. Através dele, o governo Estadual pretende viabilizar a criação de cursos de computação em 300 escolas, em todo Paraná, somando 6.642 computadores - 20 por escola.
Londrina tem 70 escolas estaduais e as maiores. Entre elas, o Instituto de Educação Estadual de Londrina (IEEL), o Marcelino Champagnat e o Vicente Rijo já contam com salas de informática montadas. Para garantir que os alunos tenham acesso às aulas, o pagamento dos professores é feito via APM, convênios com escolas particulares de computação ou cobrança de taxas.
(Célia Baroni)

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